Diálogo com Dra. Maggie Ellis

Dr Maggie Ellis
Senior Lecturer
School of Psychology & Neuroscience
University of St Andrews11

Métis: You have been studying the interaction between professional caregivers and seniors who live late stages of dementia. One of your studies, published in 2017, introduced us in an approach named Adaptative Interaction. Can you tell us why did you feel the need to research about the relationships between professional caregivers and people living with dementia which are unable to speak?

Dr Maggie Ellis: I think it’s essential to research methods of communication for those who no longer interact in a way we immediately understand. These individuals become socially isolated because we believe they can no longer communicate. It has always been my aim to provide evidence against this and to provide people with the means of mutually meaningful communication. Human connection is key to our wellbeing throughout the lifespan and we need to find ways of keeping people with advanced dementia in the social world despite communication difficulties.

Métis: Which are the principles of the Adaptative Interaction approach?

Dr Maggie Ellis: The main aim of Adaptive Interaction is to learn the language of each individual. This involves the principles of close observation, listening and learning ‘what works’ by trial and error.
The person with dementia must always be allowed to take the lead in the interaction as he/she is the expert in his/her own non-verbal vocabulary.
Métis: In the pandemic context, caregivers must equip themselves hiding their bodies, facial expressions and even unintentionally, distorting their voices. How can they overcome these “onion peels” to promote a healthy interaction for both sides of the relationship care?

Dr Maggie Ellis: This is very difficult in the context of Adaptive Interaction as there is so much focus on touch and facial expressions. However, meaningful communication can still be achieved via eye gaze, sounds and bodily movements.


Versão em português

Métis: Tem vindo a investigar sobre a interação entre cuidadores formais e pessoas mais velhas que vivem estádios de demência avançados. Um dos seus estudos, publicado em 2017, introduziu-nos numa abordagem de interação designada de Interação Adaptativa. Pode contar-nos o porque sentiu a necessidade de investigar sobre a relação estabelecida entre cuidador formal e em particular, as pessoas maiores que vivem com demência e já não falam?
 
Dra. Maggie Ellis: Penso que é essencial investigar métodos de comunicação para aqueles que já não interagem de forma a serem imediatamente percebidos. Estes indivíduos ficam isolados socialmente porque acreditamos que eles já não comunicam. Sempre foi o meu propósito, providenciar evidência contra esta crença e proporcionar os meios para que as pessoas possam estabelecer interações com significado.
As relações sociais são um fator chave de bem-estar do ser humano ao longo da sua vida e precisamos de encontrar formas de manter as pessoas que vivem demências avançadas, no mundo social, apesar das dificuldades de comunicação existentes.

Métis: Quais são os princípios da abordagem Interação Adaptativa?

O objetivo principal da Interação Adaptativa é o de aprender a linguagem de cada indivíduo.
Isto, inclui princípios de observação atenta, escuta e aprendizagem “sobre o que funciona” através da tentativa, erro.
À pessoa com demência deve ser dada a liderança na interação, pois ela/ele são os experts do seu vocabulário não verbal.
Métis: No contexto de pandemia, os cuidadores cobrem-se de equipamento de proteção individual que lhes esconde a expressão corporal, facial e de forma não intencional, a claridade das suas vozes. Como podem eles superar estas “cascas de cebola”, e continuar a promover uma relação salutar para os dois lados da interação?

Dra. Maggie Ellis: Isto é muito difícil no contexto da Interação Adaptativa que tem um enfoque acentuado no toque e expressões faciais.
Todavia, a comunicação com significado pode ser mesmo assim, atingida, através do olhar, sons e movimentos corporais.

Se tiverem curiosidade em explorar um pouco mais sobre este trabalho, partilho convosco o link para um filme no youtube

Maggie Ellis - How dementia helps us to better understand our common humanity
https://www.youtube.com/watch?v=9Ho4b89H-VM