Aprendizagem 5 – Quando viajo para trás, olho para a frente

É também no diálogo com os adultos maiores que nos damos conta do que é viajar atrás num tempo extenso.

O orgulho de se ser quem é, mas também e por vezes, a mágoa de não se ter sido o que potencialmente se poderia ser.

Num trajeto e no outro captamos o que para alguém bem maior, é de facto importante na vida. Que decisões foram tão decisivas para o melhor e para o pior?  Como foram tomadas estas decisões…para fugir de dores ou para abraçar objetivos de significado? Houve arrependimentos? Como foram superados?

Houve lugar ao perdão? Que consequências decorreram desta graça? É uma história de vida de gratidão ou de dívida?

Nestas reflexões trocadas sobre um passado, temos oportunidade de realizar avaliações profundas e quem sabe integrar alguns elementos que a alavancam, libertam, melhoram, enriquecem…num tempo presente, para a construção, não da criança interior, mas do nosso ancião interior. Afinal, que sénior almejamos ser e viver?

Apesar de muitas pistas para uma vida bem vivida preencherem muita literatura atual, a experiência no diálogo com o sénior propõe-nos um estímulo acrescido à auto-reflexão.